Propriedades químicas em Latossolo Amarelo de Cerrado do Piauí sob diferentes sistemas de manejo

Maria da Conceição Bezerra Matias, Adeodato Ari Cavalcante Salviano, Luiz Fernando Carvalho Leite, Sandra Regina da Silva Galvão

Resumo


A região do cerrado piauiense é considerada a última fronteira agrícola do País. Sua utilização de forma sustentável depende, dentre outros fatores, dos sistemas de manejo do solo. O objetivo deste trabalho foi verificar as alterações nas propriedades químicas de um Latossolo Amarelo do cerrado piauiense sob diferentes sistemas de manejo: plantio direto (PD), preparo convencional (PC), área recém-desmatada, ainda não cultivada (ARD) e vegetação de cerrado nativo (CN). As amostras de solo foram coletadas no município de Uruçuí, PI, nas profundidades de 0-5; 5-10; 10-20 e 20-40 cm. Foram determinados o pH em água, Al3+, H + Al, Ca2+, Mg2+, K+, P disponível e matéria orgânica (MO), capacidade de troca de cátions a pH 7,0 (T), soma de bases (SB), saturação por bases (V) e saturação por alumínio (m). Em todas as profundidades, o teor de Al3+ foi menor nos sistemas PD e PC em relação à ARD e CN. PD e PC também apresentaram maiores teores de P disponível e de Ca e Mg trocáveis, nas profundidades de 0-5; 5-10 e 10-20 cm. Não houve diferença entre o PD e PC, com exceção da camada 10-20 cm, para V, SB e MO. A substituição da vegetação nativa pelos sistemas plantio direto e convencional promoveu alterações nas propriedades químicas do solo. O período de três anos não foi suficiente para o sistema PD promover aumento da fertilidade de um Latossolo Amarelo em relação ao PC, em áreas do cerrado piauiense.

Palavras-chave


Fertilidade do solo. Plantio direto. Preparo convencional.

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