Caracterização físico-química e histológica do desenvolvimento de sapoti

Maria Raquel Alcântara de Miranda, Heloisa Almeida Cunha Filgueiras, Ricardo Elesbão Alves, Arlete Aparecida Soares, Abdellatif Kameleddine Benbadis

Resumo


O sapoti é um fruto tropical com grande potencial de comercialização, porém ainda insuficientemente estudado. Objetivamos estudar o desenvolvimento do sapoti caracterizando alterações físicas, químicas e histológicas, procurando identificar índices de maturidade dos frutos. Os sapotis foram marcados no início do seu desenvolvimento apresentando 8 mm de diâmetro, colhidos após 45; 60; 90; 120; 150 e 180 dias e analisados quanto à massa fresca e seca, firmeza, comprimento, diâmetro, conteúdo de açúcares solúveis totais, de amido, de compostos fenólicos, produção de etileno e CO2 no climatério e caracterizados histologicamente por microscopia óptica. Verificou-se que os sapotis demoraram seis meses para alcançar sua maturidade fisiológica apresentando massa média de 127 g e diâmetros transversal e longitudinal médios de 61 mm e 49 mm, respectivamente. Nesse estádio, os frutos exsudavam pouco látex quando removidos da planta-mãe e possuíam aproximadamente 20% de açúcares solúveis totais e 4% de amido. O amadurecimento dos frutos colhidos aos 180 dias ocorreu ao 7o dia após a colheita com um padrão climatérico de respiração. Os estudos microscópicos mostraram que, após o climatério, o sapoti apresentou uma clara desorganização estrutural do tecido e ausência de células laticíferas.


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