Tamanho e composição mineral de sementes de feijão-de-corda irrigado com água salina

Antonia Leila Rocha Neves, Francisco Valderez Augusto Guimarães, Claudivan Feitosa de Lacerda, Flávio Batista da Silva, Francisco Leandro Barbosa da Silva

Resumo


O objetivo foi estudar os efeitos da aplicação de água salina nos diferentes estádios de desenvolvimento do feijão-de-corda sobre as características qualitativas e quantitativas das sementes. O experimento foi conduzido no campo, em Fortaleza, Ceará, durante a estação seca, utilizando-se delineamento em blocos ao acaso, com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos utilizados foram: T1-plantas irrigadas com água de poço profundo (CEa de 0,8 dS m-1) durante todo o ciclo; T2-água salina com CEa de 5,0 dS m-1, com aplicação iniciada após a germinação e permanecendo até o final do ciclo; T3-aplicação de água salina da semeadura até 22 dias após o plantio (DAP); T4-água salina aplicada de 23 a 42 DAP; T5-água salina aplicada de 43 a 62 DAP. As plantas dos tratamentos T3, T4 e T5 foram irrigadas com água do poço nas demais fases do ciclo. Foram avaliados a massa de 1000 sementes, o diâmetro médio dos grãos, a reserva mineral e o teor de proteína bruta. A aplicação de água salina de 5,0 dS m-1, de forma contínua (T2) ou em diferentes estádios de desenvolvimento (T3, T4 e T5) não afetou os aspectos quantitativos analisados e a qualidade nutricional, em termos de teor de proteína e de praticamente todos os minerais analisados. As únicas variações nos teores de minerais nas sementes e pericarpos foram os incrementos nos teores de Na, Cl e Ca, notadamente no T2, o que se deveu às elevadas concentrações desses íons na água de irrigação.


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