Testes de estresse na avaliação do vigor de sementes de milho

Camila Ribeiro de Souza Grzybowski, Roberval Daiton Vieira, Maristela Panobianco

Resumo


Na semeadura da cultura do milho, fatores adversos como o alagamento do solo e temperaturas abaixo da recomendada podem prejudicar o estabelecimento do estande. Assim, há a necessidade de se buscar alternativas para a determinação do vigor da semente em condições adversas, visando auxiliar o sistema de produção. No trabalho objetivou-se estimar a qualidade fisiológica de sementes de milho em condições de estresses hídrico e térmico, estudando a metodologia dos testes de submersão em água e germinação a baixa temperatura. Para condução dos experimentos foram utilizados dez lotes de dois híbridos simples (30F35R e 30P70H), sendo cinco de cada. A avaliação da qualidade inicial dos lotes foi determinada pelo teor de água e testes de germinação, frio e emergência de plântulas e, as metodologias estudadas para a avaliação do vigor foram: a) submersão das sementes em água, combinando diferentes períodos (24; 36; 48 e 72 horas) e temperaturas (20; 25 e 30 °C); b) germinação a baixa temperatura, testando-se 15 °C por oito dias e 16; 17 e 18 °C por sete dias. O teste de submersão em água é promissor para avaliação do vigor de sementes de milho em condições de estresse, mediante imersão das sementes em água por 48 horas, a 25 °C.

Palavras-chave


Zea mays L.; Germinação; Submersão em água; Baixa temperatura

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