Comprimento de estacas e concentrações de ácido indolbutírico (AIB) na propagação vegetativa de pitaia

Frederico Silva Thé Pontes Filho, Edmilson Igor Bernardo Almeida, Mayara Mader Alcântara Barroso, João Paulo Cajazeira, Márcio Cleber de Medeiros Corrêa

Resumo


Embora tenha ocorrido uma grande expansão do cultivo de pitaia tanto no Brasil como em outros países, a cultura necessita de informações científicas que subsidiem a definição de sistemas de produção, mais adequados às condições edafoclimáticas brasileiras. Diante disso, o presente trabalho visou avaliar o efeito da aplicação do ácido indolbutírico (AIB) e comprimento de estacas no enraizamento de pitaia. O experimento foi conduzido em condições de casa de vegetação. Foram testadas quatro doses de AIB (0, 1.500, 3.000 e 4.500 mg dm-3 de AIB) e dois tamanhos de estacas: pequena (5 a 14 cm) e grande (17 a 26 cm), sendo que os níveis de ambos os fatores foram arranjados em esquema fatorial 4 x 2, com quatro blocos ao acaso. Aos 85 dias da instalação do experimento fez-se a análise fenológica das plantas e a coleta dos cladódios laterais. Avaliaram-se as seguintes características fenológicas: comprimento da maior raiz (CR), massa seca das raízes (MSR), massa fresca da parte aérea (MFPA), massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca total (MST), número de cladódios laterais emitidos (NEL), somatório do comprimento dos cladódios (SCC) e razão parte aérea raiz (RPAR). Ao término do estudo constatou-se que o tamanho das estacas e a aplicação de AIB afetam o enraizamento de pitaia. As plantas propagadas por estacas de tamanho grande (17 a 26 cm), tratadas com 3.000 mg dm-3 de AIB apresentam o melhor enraizamento.


Palavras-chave


Hylocereus undatus. Cladódios. Enraizamento. Regulador vegetal.

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