Aspectos físicos e fisiológicos de sementes de Fimbristylis dicothoma relacionados à germinação e dormência

Giovana Soares de Mendonça, Cibele Chalita Martins, Dagoberto Martins, Maria Teresa Gomes Lopes

Resumo


Em sementes de plantas pioneiras a aplicação de tratamentos de superação de dormência e a seleção por cor e tamanho são estratégias para a obtenção de sementes com menor dormência e melhor desempenho germinativo. O objetivo neste trabalho foi avaliar o efeito de aspectos físicos e fisiológicos de sementes de falso-alecrim-da-praia sobre sua germinação e dormência. Para tanto, as sementes foram submetidas aos seguintes tratamentos em três estudos: (i) testemunha, imersão em H2SO4 (98%, 36N) por 1 minuto, imersão em KNO3 (1; 2 e 3%) por 15 minutos, semeadura em substrato umedecido com KNO3 (0,2%) e exposição por 5 e 10 horas em estufa com circulação forçada de ar a 40 e 70 °C; (ii) classificação das sementes por cor (clara e escura) e aplicação dos seguintes tratamentos: testemunha, imersão das sementes em H2SO4 (98%, 36N) por 1 e 2 minutos, imersão em KNO3 (5% e 10%) por 15 e 30 minutos e semeadura em substrato umedecido com KNO3 (0,2%); (iii) classificação por tamanho (0,60; 0,50 e 0,40 mm) e germinação em substrato umedecido com KNO3 (0,2%) ou H2O destilada. As sementes foram avaliadas por meio do teste de germinação, primeira contagem e índice de velocidade de germinação. O umedecimento do substrato com KNO3 (0,2%) e o tratamento térmico à 40 °C por 10 horas melhoram o desempenho das sementes de falso-alecrim-da-praia. Sementes de cor clara de falso-alecrim-da-praia não apresentam dormência. Sementes de tamanho médio de falso-alecrim-da-praia apresentam melhor desempenho quanto à porcentagem e velocidade de germinação.

Palavras-chave


Planta daninha; Falso-alecrim-da-praia; Cor; Tamanho; Temperatura

Texto completo:

PDF

Referências


ABUD, H. F. et al. Emergência e desenvolvimento de plântulas de cártamos em função do tamanho das sementes. Revista Ciência Agronômica, v. 41, n. 1, p. 95-99, 2010.

BARBOSA, C. Z. R. et al. Qualidade de sementes de soja BRS tracajá, colhidas em Roraima em função do tamanho no armazenamento. Revista Ciência Agronômica, v. 41, n. 1, p. 73-80, 2010.

BENEDITO, C. P. et al. Influência da cor e métodos de superação de dormência em sementes de albizia. Caatinga, v. 2, n. 2, p. 121-124, 2009.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para Análise de Sementes. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Brasília, DF: MAPA/ACS, 2009. 395 p.

BRUNO, R. L. A. et al. Tratamentos pré-germinativos para superar dormência de sementes de Mimosa caesalpiniaefolia Benth. Revista Brasileira de Sementes, v. 23, n. 2, p. 136-43, 2001.

CARVALHO, N. M.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. 5. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2012. 590 p.

DIAS, M. C. L. L.; ALVES, S. J. Avaliação da viabilidade de sementes de Brachiaria brizantha (Hochst. ex A. Rich) Stapf pelo teste de tetrazólio. Revista Brasileira de Sementes, v. 30, n. 3, p. 145-151, 2008a.

DIAS, M. C. L. L.; ALVES, S. J. Avaliação da viabilidade de sementes de Panicum maximum Jacq. pelo teste de tetrazólio. Revista Brasileira de Sementes, v. 30, n. 3, p. 152-158, 2008b.

LAGO, A. A.; MARTINS, L. Qualidade fisiológica de sementes de Brachiaria brizantha. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 33, n. 2, p. 199-204, 1998.

LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum. 2008. 640 p.

MAGUIRE, J. D. Speed of germination-aid seedling emergence and vigor. Crop Science, v. 2, n. 1, p. 176-177, 1962.

MARTINS, C. C.; MARTINS, D. Superação da dormência de sementes de gramíneas. In: SILVA, J. F.; MARTINS, D. (Ed.). Manual de aulas práticas de plantas daninhas. 1. ed. Jaboticabal: Funep, 2013. cap. 8, p. 45-56.

MARTINS, C. C.; SILVA, W. R. Superação da dormência de sementes de capim colonião. Planta Daninha, v. 16, n. 2, p.77-84, 1998.

MARTINS, D. et al. Quebra de dormência de sementes de Brachiaria plantaginea, em diferentes substratos. Planta Daninha, v. 2, n. 1, p.11-14, 1994.

MARTINS, L.; SILVA, W. R. Efeitos imediatos e latentes de tratamentos térmico e químico em sementes de Brachiaria brizantha cultivar Marandu. Bragantia, v. 62, n. 1, p. 81-83, 2003.

MARTINS, S.; SCATENA, V. L. Developmental anatomy of Cyperus laxus (non-Nranz) and Fimbristylis dichotoma (Kranz) (Cyperaceae, Poales) and tissue continuity. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 85, n. 2, p. 605-613, 2013.

NAKAGAWA, J. et al. Viabilidade de sementes de mucuna-preta em função do tamanho, da maturação e da secagem. Acta Scientiarum, v. 29, n. 1, p. 107-112, 2007.

NOGUEIRA, N. W. et al. Maturação fisiológica e dormência em sementes de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.). Bioscience Journal, v. 29, n. 4, p. 876-883, 2013.

PARREIRA, M. C. et al. Superação de dormência das sementes e controle químico de Momordica charantia L. Bioscience Journal, v. 28, n. 3, p. 358-365, 2012.

SESHU, D. V.; DADLANI, M. Mechanism of seed dormancy in rice. Seed Science Research, v.1, n.3, p.187-94. 1991.

TOMAZ, C. A. et al. Duração do teste de germinação do capim-tanzânia. Revista Brasileira de Sementes, v. 32, n. 4, p. 80-87, 2010.

USBERTI, R.; MARTINS, L. Sulphuric acid scarification effects on Brachiaria brizantha, B. humidicola and Panicum maximum seed dormancy release. Revista brasileira de sementes, v. 29, n. 2, p. 143-147, 2007.

VIVIAN, R. et al. Dormência em sementes de plantas daninhas como mecanismo de sobrevivência: breve revisão. Planta Daninha, v. 26, n. 3, p. 695-706, 2008.




Revista Ciência Agronômica ISSN 1806-6690 (online) 0045-6888 (impresso), Site: www.ccarevista.ufc.br, e-mail: ccarev@ufc.br - Fone: (85) 3366.9702 - Expediente: 2ª a 6ª feira - de 7 às 17h.