Efeito de pontas e volumes de pulverização no controle químico de doenças do milho

João Paulo Arantes Rodrigues da Cunha, Ricardo Gouveia Pereira

Resumo


A aplicação de fungicida na cultura do milho vem se tornando freqüente no campo. Nesse processo, a escolha e o uso adequado das pontas de pulverização são essenciais para seu sucesso. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes pontas (jato plano duplo, jato plano duplo com indução de ar, jato plano defletor e jato cônico vazio) combinadas com diferentes volumes de calda fungicida (70; 100 e 130 L ha-1) no controle de doenças na cultura do milho. Foram avaliadas a deposição de gotas no dossel da cultura em diferentes posições, a massa de 1000 grãos e a produtividade. Utilizou-se o hibrido precoce Maximus, tratado com o fungicida piraclostrobina+epoxiconazol, na dose de 0,75 L ha-1, na fase R1, com 20% de pendoamento. Para comparação, foi utilizada uma testemunha que não recebeu o produto. Empregou-se o delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 4 x 3 + 1 (quatro pontas de pulverização, três volumes de calda e a testemunha), com 4 repetições. De acordo com os resultados, pode-se concluir que o tipo da ponta de pulverização não influenciou a produtividade da cultura. A utilização de pontas de jato plano defletor, nos maiores volumes de calda testados (100 e 130 L ha-1), proporcionou maiores valores de deposição de calda no dossel do milho. O fungicida avaliado propiciou controle das doenças, com reflexo na produtividade, que foi, em média, 16,3% superior à obtida na testemunha.


Palavras-chave


Zea mays; Milho-doenças e pragas; Plantas-efeito de fungicidas; Fungicidas.

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