Comportamento vegetativo e produtividade de girassol em função do arranjo espacial das plantas

Francisco Thiago Coelho Bezerra, Alek Sandro Dutra, Marlene Alexandrina Ferreira Bezerra, Antônio Fracelino de Oliveira Filho, Geovânio de Lima Barros

Resumo


A cultura do girassol expressiva nos cenários nacional e internacional devido, principalmente, a possibilidade da utilização do óleo na fabricação de biodiesel. O presente trabalho objetivou avaliar os efeitos de arranjos espaciais das plantas sobre as características vegetativas e a produtividade de aquênios de girassol da variedade Embrapa 122 em dois locais de cultivo. Os experimentos foram desenvolvidos na Área Experimental do Departamento de Fitotecnia no Campus do Pici, em Fortaleza-CE, e na Fazenda Experimental Vale do Curu, em Pentecoste-CE. Foram avaliados 16 tratamentos obtidos pelas combinações entre quatro espaçamentos entre linhas (0,30; 0,50; 0,70 e 0,90 m) e quatro densidades de plantio (30.000; 45.000; 60.000 e 75.000 plantas ha-1) os quais foram distribuídos em quatro blocos casualizados. As características vegetativas consistiram na determinação do diâmetro do caule, comprimento da haste, número de folhas, área foliar e índice de área foliar. Ao final do ciclo da cultura também se determinou a produtividade de aquênio. Os experimentos foram analisados de forma conjunta em relação ao local de cultivo, sendo os dados submetidos à análise de variância e os fatores quantitativos testados por meio de regressão utilizando o teste F (p < 0,05) para verificar o ajuste dos modelos. Os fatores estudados não interagem simultaneamente sobre o comportamento vegetativo e produtividade, sendo o local de cultivo preponderante. A competição intraespecífica afeta o comportamento vegetativo do girassol. No manejo espacial da cultura, o espaçamento entre linhas pode afetar a produtividade de aquênios de girassol dependendo do local de cultivo.


Palavras-chave


Helianthus annuus; Espaçamento; Densidade

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