Multiplicação e enraizamento in vitro do guaco

Josefa Diva Nogueira Diniz, Janaína Rabelo Magalhães, Renato Innecco, Jacqueline Leite Almeida, João Licinio Nunes de Pinho

Resumo


Gemas laterais foram retiradas de plantas no campo, estabelecidas in vitro, multiplicadas e utilizadas nos experimentos, com o objetivo de determinar um protocolo para a micropropagação do guaco (Mikania glomerata Spreng). Para multiplicação, segmentos nodais com aproximadamente 1 cm de tamanho, retirados das plantas mantidas in vitro, foram inoculados em meio MS (Murashige e Skoog, 1962), com 0,0; 1,0; 2,0; 4,0 e 8,0 mg.L-1 de BAP (6-benzilaminopurina) e 0,0 e 1,0 mg.L-1 de AIA (ácido indolacético). Aos 60 dias, 100% dos explantes haviam emitido novas gemas e o maior número médio de gemas emitidas por explante foi verificado nos tratamentos com 1,0 a 4,0 mg.L-1 de BAP. Na presença de AIA houve uma redução significativa no número médio de gemas emitidas por explante. Para o enraizamento foram utilizados segmentos caulinares com 2 a 3 gemas e aproximadamente 3 cm de comprimento, que foram inoculados em meio MS com diferentes concentrações dos macronutrientes (25, 50 e 100%) em combinação com diferentes doses de AIA (0,00; 0,25; 0,50 e 1,00 mg.L-1). Após 60 dias, 100% dos explantes haviam emitido raízes. O número médio de raízes por explante foi significativamente maior na presença de AIA, não havendo diferença estatística entre as concentrações utilizadas. Em relação às concentrações dos macronutrientes do meio MS, não houve diferença no número médio de raízes emitidas por explante. Já o número médio de gemas emitidas por explante foi maior no meio com 50% da concentração dos macronutrientes do meio MS, na ausência de AIA.


Palavras-chave


Mikania glomerata, 6-benzylaminopurine, explant, micropropagation.

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