Modelagem matemática da secagem dos frutos de pinhão-manso: uma comparação empírica

Valdiney Cambuy Siqueira, Osvaldo Resende, Tarcísio Honório Chaves

Resumo


O pinhão-manso tem se destacado no cenário mundial como planta promissora para a produção de biodiesel. No entanto, esta cultura ainda carece do desenvolvimento de equipamentos específicos para o seu processamento, principalmente na fase pós-colheita. Sendo assim, objetivou-se com o presente trabalho ajustar diferentes modelos matemáticos aos dados experimentais obtidos na secagem dos frutos de pinhão-manso e recomendar aquele que melhor representa o fenômeno. Os frutos de pinhão-manso com o teor de água de 4,40 (kg de água kg-1 de matéria seca), foram submetidos à secagem em estufa com ventilação de ar forçada em cinco condições de temperatura: 45; 60; 75; 90 e 105 °C e umidades relativas de 14,5; 7,4; 3,8; 2,2 e 1,4%, respectivamente, até atingirem o teor de água de 0,10 ± 0,005 (kg de água kg-1 de matéria seca) em três repetições. Aos dados experimentais da secagem foram ajustados dez modelos matemáticos utilizados para representação da secagem dos produtos agrícolas. Os modelos foram analisados por meio do coeficiente de determinação, do qui-quadrado, do erro médio relativo, do erro médio estimado e da distribuição de resíduos. Conclui-se que, o modelo de Page descreve satisfatoriamente a cinética de secagem dos frutos de pinhão-manso nas temperaturas de 60; 75; 90 e 105 °C. No entanto, para a secagem na temperatura de 45 °C ocorreu um comportamento diferenciado sendo necessário um ajuste de um novo modelo para a descrição do fenômeno.

Palavras-chave


Biodiesel; Temperaturas de secagem; Modelos matemáticos

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