Vírus da mancha amarela da gravioleira: transmissão, hospedeiros, purificação e produção de anti-soro

Maria do Carmo Lopes da Silva, Carmem Dolores Gonzaga Santos, Antonio Apoliano dos Santos, José Albérsio de Araújo Lima

Resumo


A gravioleira, Annona muricata L., apresenta crescente demanda de frutos para a agroindústria no Nordeste brasileiro e estados da Amazônia e de Minas Gerais. A produtividade desta fruteira é função da variedade, dos tratos culturais recebidos e da sanidade das plantas. Dentre as enfermidades que afetam a cultura, destaca-se a mancha amarela da gravioleira, causada pelo rhabdovírus Soursop yellow blotch virus (SYBV), patógeno que compromete o desenvolvimento das plantas e afeta a produção da fruteira. Foram objetivos deste trabalho: estudar a transmissão do vírus por inoculação via extrato vegetal tamponado e por enxertia para variedades de gravioleiras e outras anonáceas; identificar hospedeiros alternativos do vírus, investigar a transmissão por instrumentos cortantes e por insetos em graviola; purificar e produzir anti-soro para o vírus. Os resultados mostraram que o vírus foi transmitido por seiva e por enxertia apenas para as gravioleiras ‘AB’, ‘Crioula’, ‘Lisa’e ‘Morada’ e para as anonáceas ata, A. squamosa L., e biribá, Rollinia mucosa (Jacq.) Bail). Não houve transmissão com emprego de instrumentos cortantes. Nas condições estabelecidas neste trabalho não foi possível a identificação do vetor desse rhabdovírus. A purificação do SYBV possibilitou a obtençãode anti-soro policlonal, o qual permitiu a detecção de infecção inicial tanto em plantas já estabelecidas no pomar como em mudas assintomáticas, contribuindo para a obtenção de mudas sadias.


Palavras-chave


Annona muricata, Soursop yellow blotch virus, Cytorhabdovirus.

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