Viabilidade do inoculante turfoso produzido com bactérias associativas e molibdênio

Salomão Lima Guimarães, Vera Lúcia Divan Baldani, Jorge Jacob-Neto

Resumo


Dentre os veículos de inoculação de bactérias diazotróficas, o turfoso é considerado o mais utilizado no Brasil. A turfa possibilita a viabilidade de um grande número de células, protegendo-as também das adversidades do solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade do inoculante turfoso desenvolvido com bactérias diazotróficas associativas e molibdênio. As bactérias BR11417 (Herbaspirillum seropedicae) e BR11340 (Burkholderia sp.), foram multiplicadas por um período de 24 horas e uma alíquota de 10 mL com 108 cel. mL-1 foi transferida para sacos de polipropileno contendo 35 g de turfa. Foram adicionadas duas doses e duas fontes de molibdênio: 1,12 e 2,25 g de molibdato de sódio e de amônio, respectivamente. Como controle, foi utilizado o inoculante sem molibdênio. A legislação brasileira, por meio da lei n° 86955, especifica que os inoculantes comerciais à base de micro-organismos fixadores de nitrogênio apresentem concentrações mínimas de 108 células viáveis por grama do produto no momento do uso e que a viabilidade das células seja mantida por um período mínimo de seis meses. Este estudo mostrou que sem a adição do molibdênio ao inoculante, as bactérias sobreviveram com um número de células viáveis em torno de 108 células g-1 de inoculante, por um período de até 110 dias. Com a adição do molibdênio, o inoculante manteve-se viável por um período de 180 dias. A aplicação do molibdênio contribui para o aumento da viabilidade do inoculante turfoso produzido com as estirpes BR11417 e BR11340.


Palavras-chave


Bactérias; Inoculação; Molibdênio

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