Morfologia de fruto, semente e plântula de piqui (Caryocar coriaceum Wittm.)

Maria Arlene Pessoa da Silva, Sebastião Medeiros Filho

Resumo


Foram descritos aspectos morfológicos do fruto, semente e plântula de piqui (Caryocar coriaceum), analisando-se frutos coletados em áreas de cerrado e cerradão, no município de Crato-CE, nos meses de janeiro e fevereiro de 2003, época das chuvas. As pesquisas foram conduzidas no Laboratório de Análise de Sementes-LAS, do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Ceará – UFC. Os frutos de C. coriaceum originam-se de um ovário sincárpico, composto por quatro carpelos, súpero, tetralocular contendo quatro óvulos anátropos inseridos em placenta axial. Os diásporos quando maduros, apresentam geralmente formas ovais, de consistência carnosa caracterizando-se como um fruto do tipo nuculânio, indeiscente, composto por quatro pirênios livres entre si e dispostos sobre receptáculo floral. Cada pirênio contendo uma semente, geralmente reniforme, com endosperma ausente e embrião hipocotilar, carnoso, alvo, volumoso, curvado a certa altura em forma de joelho, tornando-se, daí em diante, fino, cilíndrico e reto com dois cotilédones pequenos e membranáceos. A porção carnosa que recobre o pirênio é comestível. A plântula aos 150 dias apresenta epicótilo com nós e entre nós bem definidos e lenticelas; eófilos em número de dois, simples, glabros, membranáceos, de filotaxia oposta, coloração verde claro nas faces abaxial e adaxial, apresentando nervura peninérvia e nas margens uma nervura coletora, obovados de margens serreadas, com duas estípulas interpeciolares. A partir do terceiro par as folhas assumem o caráter composto, trifoliolado.


Palavras-chave


savanna, nuculanio, pirenio, phylilotaxy, piqui.

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