Efeitos do H2O2 no crescimento e acúmulo de solutos em plantas de milho sob estresse salino

Franklin Aragão Gondim, Enéas Gomes-Filho, Elton Camelo Marques, José Tarquinio Prisco

Resumo


Este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos da aplicação foliar de H2O2 no crescimento e nos teores de solutos orgânicos e inorgânicos de plantas de milho desenvolvidas sob condições salinas. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, sob condições hidropônicas. Oito dias após a semeadura, as plântulas foram pulverizadas com água destilada (controle) ou solução aquosa de H2O2 na concentração de 10 mM e, 48 h após o início da pulverização, foram submetidas ao tratamento com NaCl a 80 mM. Foram realizadas duas coletas, com 96 e 240 h do início da pulverização. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, em um arranjo fatorial 2 (NaCl a 0 ou 80 mM) x 2 (H2O2 a 0 ou 10 mM), com cinco repetições. Os dados de cada tempo de coleta (96 h ou 240 h) foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P ≤ 0,05). O pré-tratamento de pulverização das plantas de milho com H2O2 induziu aclimatação das plantas de milho ao estresse salino, revertendo parcialmente os efeitos deletérios da salinidade no crescimento. Este efeito pode ser atribuído, pelo menos em parte, a um maior acúmulo de proteínas solúveis, carboidratos solúveis e NO3-, bem como a um menor acúmulo de íons tóxicos (Na+ e Cl-) nas folhas.


Palavras-chave


Aclimatação; Estresse salino; Peróxido de hidrogênio; Pré-tratamento; Zea mays

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